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Presidente da Comissão Especial explica andamento dos trabalhos

O vereador Sidney Ferreira/PDT, que preside a Comissão Especial que investiga suposta falha em atendimento realizado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 18 de agosto, utilizou a tribuna da Câmara Municipal durante a reunião ordinária da segunda-feira passada, dia 8, para falar sobre o andamento dos trabalhos.

Sidney informou que a comissão já solicitou documentos referentes ao caso e eles estão sendo analisados, sendo que em alguns enviados pela Secretaria Municipal de Saúde foram encontradas rasuras. O vereador também comentou que o prontuário do usuário vítima da suposta falha de atendimento foi negado pela pasta.

Por fim, Sidney solicitou à presidência da Casa, em nome da comissão, que ainda é composta por Sandrinho da Looping/PDT (relator) e Wilse Marques/PP (membro), a prorrogação por 30 dias do prazo para entrega do relatório final. O pedido foi prontamente deferido pelo presidente do Legislativo, Evandro Donizetti da Cunha (Piruca/PSB).

Após a fala de Sidney, Sandrinho e Wilse também se pronunciaram sobre os trabalhos e Joice Alvarenga/PT e Flávio Martins/PSC, denunciantes do caso, elogiaram a comissão pela condução da investigação.

 

O caso

 

Joice e Flávio Martins fizeram requerimento para abertura de Comissão Especial no dia 3 de setembro. No documento, eles explicam que a investigação é sobre o atendimento a uma criança de quatro anos. “Segundo informações obtidas junto aos genitores da criança, a mesma, depois de encontrar na rua um preservativo usado e colocá-lo na boca, foi levada pela mãe à UPA Municipal, onde foi atendida por um médico, que lhe entregou encaminhamento para um infectologista na UPA de Divinópolis. A mãe alega que relatou aos profissionais não ter condições financeiras de custear o transporte até Divinópolis; porém, ainda assim, afirma que foi informada pelos mesmos que a UPA de Formiga não dispunha de veículo para o deslocamento”.

Então, a criança ficou sem receber os cuidados necessários para casos dessa natureza até o dia 20, quando Joice e Flávio receberam a denúncia do ocorrido.

Ao tomarem ciência do caso, os vereadores entraram em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, que apresentou o prontuário da criança com a assinatura da mãe, sendo que, no documento, estava escrito que a família possuía meios próprios para o transporte. Porém, a mãe se diz analfabeta e afirma ter assinado o documento sem conhecer o seu conteúdo.

“Considerando que existem informações conflituosas e versões diferentes para o mesmo caso, especialmente que estes vereadores ficaram sensibilizados com a possível falha no atendimento envolvendo uma criança e sua família em vulnerabilidade social, considerando, também, que a Secretaria Municipal de Saúde prestou informações contraditórias sobre o caso, faz-se necessária uma averiguação mais aprofundada da questão em tela, para posterior tomada de eventuais providências cabíveis”, explicam os vereadores no requerimento.

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